sexta-feira, 11 de julho de 2014

"Liberdade, Igualdade e respeito, Chega de opressão, Quero viver a MINHA vida em paz."



Estamos no caminho certo
para evoluir
Vamos de mãos dadas
Juntas conseguir

Parece pouca coisa
Mas quando damos as mãos
Conseguimos muito mais
Que uma simples compreensão

Eu vim te ensinar
O que é respeito
Pode chamar de feminista
Sou mesmo e bato no peito

Não preciso explicar
Que não pode me julgar
Nem você minha irmã
Que a sociedade conseguiu moldar

Somos todos frutos
De uma geração de opressão
Sem o devido valor
Matéria de procriação

Cresci ouvindo
"Você tem que casar"
Mas conheci mulheres
Que me fizeram repensar

O grupo das Vadias
Todas unidas por igualdade
Chega de poluição
merecemos respeito e união

-
Sou uma vadia fina
Minha vó diz que não sou
Mas me descobri vadia
E meu marido me aceitou

Casei e tive filhos
Depois de me formar
Foi uma escolha minha
Trabalhar cuidando do lar

Sou uma vadia feminista
E sei os meus direitos
É escolha minha
E mereço meu respeito

Se um dia não quiser
Mais viver assim
Sei que posso decidir
O que é melhor pra mim

-

Eu sou o tipo de vadia
Que a sogra não quer
Sou a puta feminista
Biscate se quiser

Tenho três filhos
Um de cada pai
Não casei com nenhum
E eles não vieram atrás

Sustento a minha casa
Trabalho e tenho respeito
Meus três filhos tem tudo
Carinho, afeto, teto, afeição

Nunca faltou nada
Não podem reclamar
Que de dia sou advogada
E de noite vou pro baile requebrar


---

Sou a pior vadia
Minha mãe me deserdou
Não aceitou a filha
Que falou que sempre amou

Aquela boa aluna
Tímida e excluída
Não ia para festas
falava baixo, não sorria.

Vestia camiseta
Bagunçava os cabelos
Não usava maquiagem
Saias e salto era desespero

A mãe sempre soube
Mas não quis aceitar
Quando descobriu
Que tinha uma vadia no meu quarto

Não deixei de ser mulher
Por admitir
Que gostava da colega
Que sorria para mim

---

A vadia da minha amiga
Não pode lhes contar
A história dela
Então eu vou falar

Ela era linda
Doce e delicada
Cabelos bem compridos
Pele bronzeada

Era divertida
E usava shorts curto
Era novinha
Mas sabia quase tudo

Só que ela não sabia
que o mundo era cruel
E seu shorts curto
A levou para o inferno

Em um jantar chique
Que seu pai resolveu dar
A menininha tão bonita
Resolveu afrontar

Usou um vestido curto
Que a mãe comprou
O pai brigou com ela
Mas ela mesmo assim usou

O chefe um idiota
bebeu e foi otário
Da menininha tão bonita
Rasgou o vestido caro

Ela chorou quando acabou
Resolveu contar para o pai
Que a culpou
Vai embora e não volte mais

O otário do chefe
a engravidou
O governo declarou culpada
E ela não abortou

Não legalmente
Como era um direito seu
E aos 16 se foi
Uma menina sorridente que sofreu
---

Quantas jovens vão morrer
Para o sistema poder mudar
Não é o tamanho do meu vestido
Que me faz merecer chorar

Que o mundo entenda
A culpa nunca é da mulher
Ela pode morar sozinha
Ser independente e o que quiser

Pode casar com três, quatro
Quantos for
Dar para um por dia
Que não vai perder valor

Ela é forte e inteligente
Sabe o que quer
Mas se você decide por ela
Como fica essa mulher?

Deixa ela ser forte
deixe-a decidir
Dançar até o chão
Casar e ter filhos

Com o homem ou mulher
É escolha dela
Depilar as axilas
Ou deixar livre a selva

O cabelo armado
Bagunçado e despenteado
As curvas que hoje
Fazem dela fora do padrão

Deixe-a liberte-a
Deixe-a ser quem é
Se senta de perna aberta
Não mereço menos valor

Se dança funk, pagode, axé
Valsa também pode dançar
Pode ser Negra, branca, mulata
Cantar, jogar ou pescar

Mulher de verdade
É o que todas sempre vamos ser
aceite a condição
Pois ganharemos nossos direitos

"Liberdade, Igualdade e respeito
Chega de opressão
Quero viver
A minha vida em paz."

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