quinta-feira, 5 de março de 2015

8 de março - Feliz dia das mulheres

Bruna Frateano Polito Por Bruna Frateano:
"Vi mulheres dizendo q só vão ser felizes no dia da mulheres se ganharem flores ou se forem levadas a um restaurante. Não vou dizer que não merecem, pelo contrário, foram e são muitas lutas atrás de nossos direitos, porém eu diria que para eu ser realmente feliz no Dia da Mulher vai ser no dia em que essas não serão estupradas a cada 4 minutos (e que não digam que a culpa seja dela), que mulheres não apanhem e sofram pressões psicológicas  dentro de suas casas (e que não as culpem por sentirem medo do que o homem possa fazer com elas e seus filhos se denunciarem), que não sejam filmadas em seus momentos íntimos sem seu consentimento e que não sejam colocadas na internet ( e que não sejam culpadas por algo que não sabiam que existia ou se soubessem que foi feito em um momento íntimo do casal) e principalmente serei feliz com o dia da Mulher quando todas as pessoas envolvidas nesses tipos de crime, que sejam presos e paguem pelo que fizeram o que hoje infelizmente se enquadram em uma taxa de 2%. E que parem de por a "culpa" na mulher ela não "pediu" para ser estuprada por usar um shorts, ela não denúncia marido por medo pois as leis não funcionam e ele vai voltar e cumprir as ameaças que ele tanto fez, ela não queria que ninguém a visse em seu momento íntimo!
Porém é muito difícil querer isso na sociedade em que vivemos, principalmente quando em nosso país onde o Marcos Feliciano diz que é besteira dar atendimento prioritário a uma mulher estuprada e é contra o fato dela tomar pílula do dia seguinte para não engravidar do estuprador, ou onde há o Bolsonaro que diz que mulheres devem ganhar salário menor por que elas engravidam. Essa é a realidade das mulheres no Brasil : "Anualmente, o Fórum Econômico Mundial divulga um ranking que compara a igualdade de gêneros entre os países. Para elaborar a lista, os pesquisadores avaliam diversos itens, entre eles, a equiparação dos salários. Em 2014, o Brasil ficou com a 71ª colocação, caindo nove posições em relação a 2013, quando estava na 62ª. De acordo com o relatório, o país apresentou uma “ligeira queda na igualdade salarial e renda média estimada” para o sexo feminino."




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